JUAZEIRO: UM PESO, DUAS MEDIDAS? CASO JOAQUIM NETO E DO GUARDA MUNICIPAL

 



A Vara do Júri e Execuções Penais de Juazeiro, Norte da Bahia, expediu mandado de prisão preventiva contra o candidato a vereador do PSL, Carlos Alexandre Santos Da Silva, conhecido como “Alexandre Guarda”. 

Ele é acusado de ter assassinado a tiros, o mototaxista Carlos Alves de Carvalho, 55 anos. O crime ocorreu no dia 22 de agosto deste ano, na rua Elisabeth Safira, no Centro da cidade. 

O acusado também é servidor público da Guarda Civil Municipal de Juazeiro e trabalha como mototaxista, na cidade. 

Justiça seja feita, cometeu o crime tem que pagar, não é possível reinar a impunidade, a sociedade precisa de respostas para que outros crimes não aconteçam. 

Mas, um outro crime chama atenção pelo fato de um servidor público municipal também está sendo acusado, desta vez como mandante. Trata-se do caso do assassinato do ex-coordenador da Defesa Civil, Adalberto Gonzaga, e tem como possível mandante o atual diretor do Serviço de Água e Saneamento Ambiental (SAAE) de Juazeiro (BA), Joaquim Neto. 

O diretor foi denunciado formalmente pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) por envolvimento no assassinato de Adalberto Gonzaga. O crime aconteceu em 2017 e a denúncia foi feita no dia 25/09/2019.

 

Joaquim Neto não foi afastado do cargo e não teve mandato de prisão expedido, embora o crime teve forte comoção social e tem ligação com autarquia municipal. Teria sido razoável que o prefeito Paulo Bomfim (PT) tivesse o afastado do cargo, até para preservá-lo. Assim como, MP poderia ter pedido o seu afastamento para ele não destruir provas ou coagir testemunhas.

 

Além de Neto outras duas pessoas foram denunciadas: Davi Paixão Reis (assassinado no início do ano) e Gabriel Amaral apontados como executores do crime. Em nota, o diretor do SAAE afirmou estar sendo vítima de armação política e que a acusação se baseia num boato espalhado na imprensa juazeirense. 

ENIO COSTA - Blog Opará

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