SUBLEVAÇÃO? SIM!

 

Você já ouviu falar sobre o “Instituto da Calamidade”? Se você nunca ouviu falar, sim, você está prestes a ler sobre isso aqui e agora nesse artigo. O Brasil sempre viveu com suas UTIs lotadas em 100% e digo que não foi culpa do COVID, mas sim dos roubos aos cofres públicos, justamente nesses dois anos onde um STF dá plenos poderes para Governadores e Prefeitos comprarem “do jeito que quiser”, sem licitações e do fornecedor que achar conveniente. E ainda por cima tem prefeito que está fechando hospital de campanha justamente nesse aumento de casos da doença chinesa em todo país.  

 

Pode parecer a falácia do espantalho dentro de um “discurso mula-sem-cabeça”, porém eu digo também que um novo Presidente da Petrobrás, o General Joaquim Silva e Luna surge em meio ao caos da estatal. Os jornais que sofrem de abstinência da mamata do dinheiro público para publicidade, agora estão exclamando que essa indicação por Bolsonaro, é, parte de uma suposta estratégia de colocar militares em postos de comando das estatais. Boa estratégia essa, ao contrário da Câmara dos deputados em Brasília que incluiu na pauta desta quarta-feira (24) PEC que dificulta prisão de deputados e senadores. Texto foi apresentado na terça (23), protocolado nesta quarta (24) e incluído na pauta do plenário, mesmo sem ter passado por comissões. Críticos dizem que Congresso busca se proteger. Será que os “rabos presos” com anéis de doutor estão com medo de serem ”a próxima vítima do guloso STF"? Fiquem à vontade para falar nos comentários...

 

Mas, voltando ao General Joaquim Silva e Luna, saiba que esse tem pós-graduação em Política, Estratégia e Alta Administração do Exército pela Escola de Comando e Estado-Maior do Exército. Também é pós-graduado, pela Universidade de Brasília (UnB), em Projetos e Análise de Sistemas. E o melhor, pegou uma Usina Itaipu Binacional quase sucateada e a transformou numa empresa estatal super-lucrativa. Tanto que será privatizada (se Deus quiser) tirando assim todas as possibilidades de se fazer da estatal um grande “cabide de emprego”. Sim, sabemos da bronca: a crítica principal são os sucessivos aumentos de preço dos combustíveis na refinaria — na quinta-feira retrasada (18), os preços subiram pela quarta vez em 2020. A escolha do governo, porém, precisa ser aprovada pelo Conselho de Administração da Petrobras.

 

O mandato de Castello Branco se encerra em 20 de março de 2021 e o Presidente da República escolheu justamente o General Joaquim Silva e Luna para “pôr ordem na casa”! Considerando a declaração infeliz (a do presidente da Petrobras) sobre o problema dos caminhoneiros e tendo em vista que seu mandato de dois anos na presidência da estatal se encerra mês que vem – mais precisamente em 20 de março –, qual o problema em substituí-lo, sendo que essa é uma prerrogativa do poder Executivo? E outra: desde quando substituir a direção da Petrobras é sinônimo de interferir nos preços?

 

Prefiro interpretar a troca do comando da Petrobras ao fim de mandato e a isenção temporária de PIS/Cofins como um aceno do presidente da República aos caminhoneiros para prevenir um mal maior, uma greve nacional que traria prejuízos bilionários ao Brasil. A meu ver essa troca além de estratégica é de fato muito bem-vinda. O Brasil precisa economizar e ao mesmo tempo fazer dinheiro para os cofres públicos. Uma Petrobrás vendendo combustível mais barato e assim dando lucro é algo que poderá ajudar (e muito) a bancarmos a compra de insumos, imunizantes e abertura de novos hospitais especializados em doenças cardiorrespiratórias. Isso é muito oportuno e esse dinheiro virá também dos impostos dos combustíveis. Os caminhoneiros não se cansam de comemorar a atitude do presidente Jair Bolsonaro em trocar o comando da Petrobras, após quatro aumentos no preço dos combustíveis e volto a repetir, apenas este ano.

 

E voltando a falar do tema inicial, em evidente violação dos artigos 135 e 137, inciso I, da Constituição Federal, que exigem decretação do estado de sítio pelo presidente da República (com autorização do Congresso) para esse tipo de restrição à liberdade de locomoção, alguns prefeitos e governadores (nessa semana foi a vez de João Doria e Rui Costa) estão proibindo por decreto a circulação de pessoas em vias públicas (ou seja, confinamento domiciliar) entre 11 da noite e 5 da manhã. Parece que hoje se instituiu uma nova profissão: Os especialistas em provocar inconstitucionalidades - um novo ramo da “ciência” defendida por quem quer de todas as formas quebrar a economia de nosso país.

 

Não podemos continuar jogando todo mundo na informalidade com os lockdows gerados pela “indústria da calamidade”, que gera o fechamento de empresas. Isto precisa acabar, porque não há respaldo médico e científico para tal. Isso tudo (a meu ver) só vai acabar quando a população resolver reagir com sublevação, que é a falta de sossego, de aceitação (de algo); inquietação, indignação, enfim a revolta. E o que me estranha é ver o povo brasileiro muito quietinho, muito caladinho, muito encolhidinho, mansinho, medinho, tipo bossa nova de João Gilberto: Tudo “inho”! (risos). Mas como há tantas questões contraditórias da própria Ciência e da Medicina, não há consenso aqui entre os médicos, pelo menos  por enquanto. Todos nós conhecemos pessoas que, após uma consulta médica, receberam (e seguiram) o conselho: “Não seria melhor ouvir uma segunda opinião”? Se isso vale para doenças conhecidas há séculos, que dirá com relação a uma enfermidade surgida há pouco mais de um ano. Ah, isso faz parte da boa e velha Democracia onde a liberdade de expressão e de opinião ainda é mantida.

  

ERRY JUSTO – Jornalista

 

 

 

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